quarta-feira, junho 19, 2013

Escondendo Mona Lisa durante a Segunda Guerra Mundial



Em 1938 a tensão pré-Segunda Guerra já estava pesando no ar. A iminência do conflito e de prováveis bombardeamentos, provocou uma evacuação em larga escala de coleções de arte da França. Os locais de armazenamento escolhidos para as obras de arte eram castelos, locais tranquilos no coração da zona rural francesa e longe de alvos estratégicos.



Movendo a escultura "Vitória da Samotrácia", foto de Pierre Jahan

Em 28 de agosto de 1939 a guerra foi declarada, e no dia 3 de setembro a Mona Lisa. Então, foi tomada a decisão de que todas as obras mais preciosas do Louvre deveriam deixar o local até o final do dia.
Durante a guerra, a donzela sorridente de Leonardo da Vinci se moveria mais cinco vezes antes de ser trazida de volta sã e salva. Foi uma viagem sem precedentes para a pintura mais famosa do mundo.

Preparando a Venus de Milo para o transporte, foto de Pierre Jahan

As obras foram armazenadas em centenas de caixas: esculturas, objetos decorativos e 3690 pinturasforam levadas para a estrada. A viagem foi uma façanha logística entre embalagens e carregamento de caminhões. As vias de França logo se aglomeravam com trinta e sete comboios que se juntaram às multidões que já estavam saindo da cidade.
Jacques Jaujard, diretor do Musées de France na época, teve a difícil tarefa de supervisionar o armazenamento dessas obras, continuamente sob a ameaça de invasão. E da tara de Adolf Hitler pela arte clássica.


Marechal alemão Gerd von Rundstedt no Louvre



Uma moldura vazia que outrora enquandrou de uma das obras de Rembrandt



A Grande Galeria do Louvre, completamente vazia

O Louvre sofreu uma das ocupações mais longas e mais dramáticas de sua história durante a Segunda Guerra. As autoridades alemãs, ansiosas para retornar a cidade de Paris, ordenaram a reabertura do museu em setembro de 1940.
Esta abertura parcial era meramente simbólica, com itinerários em alemão e muitas das galerias e salas completamente vazias e abandonadas. Os sinais da guerra estavam por toda parte: jardins ornamentais transformados em hortas para cultivar legumes, e danos visíveis causados ​​pelos bombardeios diários.


Catalogando as obras roubadas durante o sequestro do Louvre



Carregando uma de Peter Paul Rubens



Mais obras primas de mudanças, foto de Pierre Jahan

Os nazistas roubaram obras de arte de coleções particulares pertencentes a famílias judaicas e de negociantes de arte. Elas foram cuidadosamente embalados e protegidos para sua partida para a Alemanha. Este processo se desenrolou nas galerias do Louvre dedicadas à antiguidades do Oriente. A área foi requisitada pelos nazistas e rapidamente tornada inacessível ao pessoal do museu.
Obra de Goya, O tempo e a velha mulher

Depois da Guerra, o Louvre foi gradualmente aberto ao público entre 1945 e 1947. Graças à habilidade e tenacidade dos responsáveis ​​pela salvaguarda da propriedade cultural, todas as grandes obras-primas do museu voltaram ao palácio, praticamente ilesas.




Nenhum comentário: