domingo, janeiro 25, 2009

No limite da grosseria (Por Chico Bruno)


O jornalista Ancelmo Gois informa em sua coluna de quarta-feira, 21, no jornal O Globo que "o clima no Palácio do Planalto não anda dos mais leves". Segundo Ancelmo, "relatos de auxiliares de Lula dão conta de que seu grau de irritação tem subido. Não se sabe exatamente com o quê, mas o presidente tem sido visto falando quase aos gritos com subordinados".

Ao ler a nota fiquei curioso. O que estaria desestabilizando o humor presidencial? Imediatamente saquei o sem fio do pedestal e acionei o espião federal. Passei-lhe a missão com um prazo de três horas para a resposta. A recebi no prazo imposto. Como não sou baú para guardar segredo, repasso aos leitores.

O espião informa que o mau humor presidencial tem nome: José Sarney.

Segundo a fonte, Lula teria em três momentos diferentes perguntado ao velho lobo se ele seria candidato à Presidência do Senado. Em todos: Sarney negou. Em um deles, evocou a contrariedade da mulher, Dona Marli. No quarto encontro, na segunda-feira, 19, à noite eles ficaram a sós no gabinete presidencial frente a frente, mas Sarney não abriu o jogo.

Conversa vai, conversa vem e o velho lobo disse a Lula que estava pressionado, mas não tinha certeza se deveria bater chapa com o senador Tião Viana.

Ao sair do encontro, ao contrário do que disse a Lula, Sarney tratou de inflar sua candidatura a presidência ao Senado através da mídia.

Isso é o que deixou o presidente Lula irritado e não aquela história mirabolante, contada pelo Noblat, que o Sarkozy rompeu o combinado com o brasileiro e aconselhou o Obama "a mudar o mundo", o que pelo acordo, entre os dois, deveria ter sido feito em primeira mão por Lula.

Afinal, Sarney o fez de besta pela quarta vez.

Em conversas reservadas com alguns assessores, Lula disse que o velho lobo travestido em pele de cordeiro fez "molecagem".

É por isso, que a azia tomou conta de Lula e ele está tratando seus auxiliares nos limites da grosseria.


Por Chico Bruno

Nenhum comentário: