segunda-feira, janeiro 19, 2009

Dicas para curtir o verão sem abrir mão da tecnologia

Praia e equipamentos eletrônicos não combinam, certo? Certo mesmo; a maresia e a umidade são grandes inimigos dos eletrônicos. Mesmo assim, é quase impossível - e bem mais sem graça - passar aqueles dias no Litoral sem a máquina fotográfica digital, o telefone celular (ou smartphone) e, muitas vezes, até o notebook. Algumas medidas podem ajudar a evitar maiores problemas com os aparelhos. As dicas são do técnico em informática Fabrício Serra, da NG Informática, prestadora de assistência técnica em Capão da Canoa.

Mantenha os equipamentos o menor tempo possível em contato com o clima. Não apenas na beira-mar, mas em todo o espaço das cidades litorâneas, a maresia age sobre os aparelhos, causando maior desgaste das peças e até corroendo componentes internos. Por isso, o ideal é guardar os eletrônicos imediatamente após o uso. Também é importante evitar o uso de notebooks perto de janelas, portas ou sacadas de apartamentos. A ação da maresia não é uma coisa que vá se perceber imediatamente nos equipamentos:

– Vai continuar funcionando, mas vai chegar uma hora que vai dar problema - ressalta o técnico em informática.

Fabrício, acostumado a consertar problemas de eletrônicos relacionados com o clima na praia, lembra que, se em todo espaço da cidade a maresia prejudica, na beira do mar o perigo é muito mais intenso. Por isso, o bom mesmo é não levar nenhum tipo de eletrônico para baixo do guarda-sol.

Sol e superaquecimento

Para escapar da maresia, enrolar os aparelhos em um saco plástico definitivamente não é uma boa ideia. Isolar a ventilação - por onde entra a umidade e a maresia - vai evitar um problema, mas provocará outro: o aquecimento e, possivelmente, a queima do equipamento.

Fabrício observa que o sol muito forte pode prejudicar o monitor ou a tela dos aparelhos. No caso de notebooks, pode ainda atingir o touch pad e até entortar o teclado.

Apesar desses perigos, os eletrônicos contam com sistemas para lidar com o clima quente. Conforme explica Fabiano, os notebooks, por exemplo, trabalham bem em uma temperatura entre 32ºC e 45ºC, sendo que quando os aparelhos atingem um limite em torno de 55ºC o cooler - aquele ventilador barulhento - é acionado para resfriar o equipamento. Inclusive, o aumento da rotação (e do barulho) que muitas vezes ocorre no cooler é absolutamente normal.

E se cair na areia?

Deixar os equipamentos caírem na areia é outro risco para quem leva os eletrônicos para a beira mar. E nesses casos, a possibilidade de conserto nem sempre é garantida. Isso vai depender, entre outros fatores, da rapidez com a qual o dono vai agir em busca de ajuda:

- O ideal é não ligar o equipamento, e levar direto pra uma assistência - garante Fabrício.

Ele explica que, no caso da areia, uma limpeza caseira é insuficiente por ser muito superficial. O correto é abrir o equipamento e ter acesso aos componentes internos para limpá-los - trabalho de especialista. A areia também tem sal. Quando a maré sobe, a água salgada entra em contato com a areia da praia; essa areia, dentro de um eletrônico, pode ocasionar a corrosão de componentes.

Água salgada

O maior de todos os perigos dos eletrônicos na beira da praia, no entanto, é uma desastrosa queda na água salgada. Um celular esquecido no bolso ou uma máquina fotográfica em uma mão molenga podem significar a perda do equipamento. É importante, segundo Fabrício, não tentar consertos em casa, que podem dificultar o trabalho dos técnicos.

Usar um secador de cabelos para eliminar a água de um laptop, por exemplo, pode derreter o teclado e o LCD do monitor. E tanto para notes quanto para qualquer equipamento, corre-se o risco de aquecer e provocar uma explosão da bateria.

Esperar o eletrônico secar "ao natural" também não é indicado. Segundo Fabrício, os notebooks atuais têm uma película protetora que dificulta que a água atinja os componentes internos.

- Essa película, ao mesmo tempo em que ela protege, prejudica também - destaca, lembrando que a membrana, assim como mantém o líquido fora, retém a umidade dentro do aparelho.

Quanto mais tempo se deixar o eletrônico em contato com a água salgada, maior será o desafio para consertá-lo. E daí, salgado pode ser o preço do conserto, ou o gasto com um aparelho novo.

Fonte CLICRBS

Um comentário:

Anne disse...

Ótima sua matéria!