quinta-feira, julho 24, 2008

Coração da mulher


As doenças cardiovasculares deixaram de ser uma preocupação predominantemente do sexo masculino. As atuais responsabilidades e as mudanças de hábito entre as mulheres estão equiparando os riscos dessas doenças entre os sexos
A luta das mulheres para se equiparar ao homem travada no século passado resultou em conquistas e algumas perdas. A recente morte súbita da socióloga e ex-primeira-dama Ruth Cardoso traz à tona um assunto preocupante: o avanço das doenças do coração nas mulheres. Infarto e outros males coronarianos antigamente eram associados ao sexo masculino. Hoje, a partir da meia idade, a incidência é praticamente igual entre os sexos. As doenças cardíacas que mais preocupam são angina e infarto.
As mulheres passaram a adotar determinados hábitos que eram somente masculinos. Além do aumento do estresse, entram nesta lista o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo, que ajudam a piorar a situação e a fazer com que o problema apareça cada vez mais cedo.
Os problemas de coração nas mulheres costumam dar sinais após a menopausa, pois antes desse período elas estão protegidas pelos hormônios. Quando passam dos 55 anos, a história muda. É quando os casos de mulheres se equiparam aos dos homens, pois diminui a proteção de estrogênio.

Algumas considerações sobre o coração da mulher

Causas

As doenças cardiovasculares podem começar ainda na infância, por alguma alteração congênita. Mas entre as causas mais comuns das doenças cardíacas estão obesidade (e a conseqüente elevação do colesterol e triglicerídeos e a diminuição do HDL – o “bom colesterol”), sedentarismo, aumento da hipertensão arterial, diabetes (tipo 1 nas obesas e tipo 2 após a menopausa) e tabagismo.

Herança genética

As mulheres devem se preocupar ainda mais com o coração quando há histórico familiar de morte de pessoas do mesmo sexo, com menos de 55 anos de idade.

Estresse

Nas últimas três décadas, houve um aumento das doenças coronarianas em mulheres jovens antes da menopausa. A mulher passou a ser tão competitiva quanto o homem. Junto às conquistas no mercado de trabalho está o acúmulo de funções. Com tanto estresse, elas não encontram mais tempo para si mesmas e tornam-se sedentárias.

Mortalidade

As mulheres são mais sensíveis às doenças cardíacas do que os homens. Na mulher, os vasos que irrigam o músculo do coração são mais finos do que nos homens.

Alimentação

O cuidado com a alimentação é um bom começo para evitar problemas cardíacos. Dê preferência a vegetais, cereais e frutas. O consumo exagerado de gordura animal, derivados do leite, açúcar e cerveja leva a problemas cardiovasculares. O sal também é perigoso se consumido em excesso, principalmente por pessoas com pressão alta. Com uma boa alimentação, é mais fácil evitar problemas de colesterol, pressão alta e obesidade

Depressão

Muitas mulheres chegam nos hospitais com sintoma de depressão, associada a crises de ansiedade e descobrem a doença coronariana após bateria de exames.

Check-up

Se a mulher não está no grupo de risco, deve começar a se preocupar com o coração a partir dos 40 anos e fazer uma avaliação cardiológica pelo menos uma vez por ano.

Chances de infarto

Para cada três homens, duas mulheres correm riscos de sofrer infarto. Após a menopausa, a partir dos 60 anos, o índice se equipara entre os sexos.

Ranking

As doenças do coração são as principais causas de mortalidade tanto entre mulheres, quanto entre os homens em todo o mundo. O segundo mal que mais mata as mulheres é o câncer, seguido de doenças respiratórias, infecciosas e parasitárias.

Prevenção

A melhor forma de prevenir é manter hábitos saudáveis, alimentação balanceada, praticar exercícios físicos regularmente e fazer check-up com cardiologista.

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