quinta-feira, dezembro 06, 2007

SABENDO USAR, NÃO VAI ALARGAR.

Esta é uma crônica de Paulo Tamburro inspirada num texto ou melhor numa piada de um mineirinho que foi publicada recentemente.
Obrigada Paulo, um grande abraço!

SABENDO USAR, NÃO VAI ALARGAR.

O mineiro foi levar sua esposa no médico.
- Dotô, minha muié anda mei desanimada e mei doente.
E o médico disse:
-Meu senhor, sua esposa deve estar precisando de verdura, ferro e
cálcio.
E o mineiro:
- Uai,dotô... ver dura, ela tá sempre vendo... Ferro tamém tá, leva
quaistodo dia. Uai, agora, se o senhor quiser colocar um calço, eu
agradeço porque ela tá meilarga, meiforgada memo !!!

Esta piada, subtraída na mão grande do blog da Mary - é mais um ato ilícito cometido neste país da impunidade. Lógico que há exceções, mais o difícil é encontrá-las. Porém, o negócio aqui, não é ético, nem estético é funcional. É dar cara (?) nova, atualizar e tornar mais degustável este incrível e insubstituível prato da culinária sexual que o matuto chama de muié. Matuto é matuto, mais gosta das mesmas coisas que todo mundo. Ora essa! Não precisa ser formado em coisa nenhuma, ter pós-graduação, mba, phd ou altos estudos no exterior para sentir como o matuto sentiu, ou seja, que precisava um calço, porque ela estava meilarga e meiforgada memo. Na minha linguagem mais linear e objetiva eu adjetivo isto de: a síndrome do ploft ! É a perda da elasticidade, que facilita a contração do órgão, no qual os ginecologistas - coitados - trabalham e o resto se diverte. A síndrome do ploft dá ao homem a sensação que a luva está muito maior do que o tamanho de sua mão - é digamos assim, vamos chamar de mão. Mulher, não deixe chegar a este ponto. Lembre-se que este extraordinário órgão receptor feminino, agasalha o que todo homem pensa ser o único, maior, melhor e insubstituível bem patrimonial, entre todos os outros existentes, o seu órgão, originalmente, criado para a procriação. Se a compararmos, a síndrome do ploft com elementos da ecologia, por exemplo com a água, certamente diríamos que sabendo usar não vai faltar e, também, neste caso, alargar. Usando mais uma vez a mãe natureza, a precaução deve ser evitar que um córrego se transforme no caudaloso rio Amazonas. Todos aprendem na escola que este é um rio tão grande e tão largo que, em certos trechos, de uma das margens, você não consegue ver a outra. Aí, não dá! As mulheres devem ter pleno conhecimento que carregam escondidinho, um autêntico santuário que é o mais cobiçado órgão de consumo, universalmente aceito e reconhecido, como a oitava maravilha do mundo. Não necessariamente nesta ordem. O homem que só prensa naquilo, merece ter preservado seu mais constante sonho de realização. É para isso que ele trabalha feito um imbecil, fuma dois maços de cigarro por dia, vive estressado, tem infarto do miocárdio, enche a cara de viagra, fica devendo em todos os cartões de crédito dos bancos e, pedindo ao seu gerente do banco, para aumentar-lhe o limite do cheque especial. Tenham consciência, minhas adoráveis criaturas. Não é só reformatar os seios adicionando-lhes infindáveis mililitros destes emborrachados silicone, até que eles fiquem parecendo exatamente, aquilo que os norte-americanos convencionaram chamar de seio e, exportaram como padrão de beleza para todas as partes do mundo. As louras burras e, as mulheres airbags, com aqueles sorrisos largos e artificiais de dentes implantados, são infelizes invenções dos nossos irmãos do norte. Nesta reformatação proposta, chegamos como notaram ao mais dramático órgão para se tentar manobras muito radicais. Não ousaríamos - sabedores inclusive, que daquela usina da vida, saímos todos nós - propormos substanciais modificações. Quanto à posição deve continuar a ser aquela mesma, apesar de provocarem como efeito colateral, um inevitável amasso que os homens provocam nos seios das mulheres que investiram 10 anos de trabalho para reformá-los. Jamais ousaríamos transferi-la, por exemplo, para o rosto da mulher. Já pensaram? Se as pessoas ficam possessas quando você diz que elas têm cara de bunda - o que é uma preferência nacional - imagine colocar-lhes no rosto o parque de diversões? Absolutamente. Poderia, até do ponto de vista operacional, ser um fator de facilitação das manobras libidinisas se colocadas abaixo da boca. No entanto, o preço estético seria muito alto. E a relação custo x benefício, desprezível. Seria o mesmo que reformatar o homem e colocar seu pênis abaixo do nariz, pelas mesmas razões. Nem pensar! Para a correção da síndrome do ploft Intervenções cirúrgicas, poderiam até serem admitidas, Porém muito cuidado, corre-se o risco de um eventual erro médico e aí, estragariam este maravilhoso conjunto da obra feminina. E os homens o que fariam depois? Ficariam jogando bingo o dia inteiro? Bocha? Pingue-pongue? Discutindo futebol? Assistindo televisão? Revendo milhares de vezes, as aventuras de Indiana Jones? Não, muita cautela nas medidas saneadoras. Até porque, neste caso, vale a máxima de que: time que está ganhando não se mexe! A sugestão mais coerente, segura e eficaz, nesta parte mais crucial e delicada destas intervenções, seria um método bastante conservador e tradicionalmente, bastante utilizado por nossas avós: pedra hume.

2 comentários:

Anônimo disse...

MARY, QUEM É ESTE PAULO?CARA ELE É GENIAL. VOCÊ O CONHECE BEM? SERÁ QUE ELE ACEITARÍA UMA PROPOSTA DO PROGRAMA DO JÔ PARA FAZER PARTE DA EQUIPE DA REDAÇÃO? MARY, PARABÉNS PELO SEU BLOG E SEU AMIGO.ESPERO UMA RESPOSTA.JÔ.

Mary disse...

Oi Jô,
Ele mora no Rio de Janeiro, é professor universitário, não o conheço pessoalmente. Acesse "Humor em Textos"
http://paulotamburro.blogspot.com/ e divirta-se com as crônicas super bem humoradas.
Abraços
Mary