quarta-feira, outubro 24, 2007

Poema para abraçar o amigo Camilo Mota

Digerir o sol a cada manhã.
Repousar os olhos e viver
a sombra que aquece.


Saber que o silêncio silencia
mesmo que o maior ruído seja
o do coração lembrando a infância.


Curtir o canto sertanejo,
a viola caipira, o peixe no anzol,
as árvores que escurecem com a noite.


Pensar nos amigos que foram
: o regresso ficou para até quando.


O verso fere o conforto dos alienados.
Eu te abraço infantil
como o sopro no dente-de-leão.

Camilo Mota nasceu em 1965 em São João Nepomuceno-MG, publicou os livros de poemas “Cântico” (1992), “Bálsamo” (1994), “Miserere” (1998) e “Século Algum” (2002). É membro honorífico da Academia Saquaremense de Letras, idealizador e editor do jornal Poiésis – Literatura, Pensamento e Arte.
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