terça-feira, outubro 30, 2007

Apresentação brasileira fala em benefícios; Blatter se diz "impressionado"


O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, ressaltou a herança positiva que a Copa do Mundo de 2014 pode deixar ao Brasil e falou até em mais empregos no país após o evento.

O discurso aconteceu durante a apresentação da candidatura brasileira, na manhã desta terça-feira, em Zurique, na Suíça --a decisão do Comitê Executivo deverá ser anunciada por volta das 12h de Brasília.

"É um dia de grande alegria e esperança para o Brasil. Isso [possível anúncio como sede] representa a conquista histórica para o país e o povo", afirmou. "A Copa do Mundo provocará forte impacto econômico e social. Segundo estudos da Fifa, A Copa da Alemanha-2006 gerou 40 mil empregos permanentes no país, e o Brasil terá onda semelhante", disse Teixeira.

"A Copa deixará uma herança permanente para a população, com novos hospitais, mais saneamento, melhoria nos transportes e salto qualitativo na segurança pública. Além do fluxo de turismo, novos investimentos em hotelaria, e a imensa visibilidade global que beneficiará o Brasil", ressaltou.

O dirigente também ressaltou que a modernização de estádios será feita com recurso privado e que o o governo público só entrará com verba que será utilizada como benefício para a população.

Depois do discurso de Teixeira, foram mostrados vídeos com imagens de jogos da seleção brasileira, cidades selecionadas para organizar o evento, pontos turísticos, e explicação sobre os projetos das construções dos novos estádios. A preocupação ecológica foi um dos principais enfoques.

Durante a apresentação, que durou aproximadamente 40 minutos, também foram mostrados depoimentos de brasileiros ressaltando a ansiedade pela realização do Mundial e comentando os benefícios que terão futuramente. Além de Teixeira, também falaram sobre a candidatura brasileira o ministro de Esportes, Orlando Silva, o governardo do Amazonas, Eduardo Braga, e o escritor Paulo Coelho.

"Fiquei impressionado. Não deveria, mas vou dizer. Estou impressionado com toda a preocupação ecológica e com o fato de terem trazido para cá Paulo Coelho. Ele tem um senso de humor específico. Isso é o futebol", disse o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter.

Em seu discurso, Coelho fez uma comparação do futebol com o sexo. "A emoção do futebol é muito atípica. Já vi pessoas ficarem por cinco horas discutindo sobre um jogo de futebol, mas nunca vi as pessoas ficarem tanto tempo discutindo uma relação sexual."

da Folha Online

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