quarta-feira, outubro 31, 2007

agora vai...

Velho de guerra
Nesta terça-feira, a marmelada foi completa na sede da Fifa, na sisuda Zurique. E como sempre, o presidente Lula da Silva abusou do improviso ao falar após o anúncio oficial proferido por Joseph Blatter. Sem se lembrar que o protocolo recomenda a um chefe de Estado não estocar, nem mesmo por brincadeira, outros países, em especial nações vizinhas, Lula disse que o Brasil realizará uma Copa “para argentino nenhum botar defeito”. Foi o tipo de provocação desnecessária, principalmente porque a Argentina é o principal parceiro do Brasil no Mercosul, e sua presidente eleita, Cristina de Kirchner, visitará o presidente Luiz Inácio dentro de algumas semanas. Ou seja, a Presidência da República é cargo em excesso para tão pouco talento e bom senso.


(Foto: Michael Buholzer - Reuters)



Tudo combinado
Para se ter uma idéia do tamanho da armação que foi a candidatura brasileira para sediar a Copa de 2014, os oficiais da Fifa, que visitaram o Brasil recentemente, relataram aos dirigentes da entidade que o sistema aéreo nacional funciona na mais completa perfeição. Sempre lembrando que a visita dos enviados da Fifa ocorreu em pleno Apagão Aéreo. Resumindo, pelo embaixador escolhido pela CBF e pelo relatório da Fifa não é difícil imaginar com que seriedade e lisura será encarada essa Copa. E mais: há meses, em conversa com o ucho.info, um ex-integrante do Ministério dos Esportes revelou que deixou o governo do presidente-metalúrgico por não compactuar com a roubalheira que tomou conta dos Jogos Pan-Americanos.

Fiasco dos grandes
A apresentação que a CBF patrocinou na sede da Fifa, em Zurique, durante o evento em que o Brasil foi confirmado como sede da Copa de 2014, foi mambembe e galhofeira. Dado a rompantes em suas decisões, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, errou ao eleger o escritor Paulo Coelho como embaixador da candidatura brasileira. Confundindo o evento com uma conversa de quintal de periferia, Paulo Coelho fez uma chula comparação entre sexo e futebol. “Já vi pessoas ficarem cinco horas discutindo sobre um jogo e nunca vi ninguém passar cinco horas discutindo sobre uma relação sexual. Pelo menos a emoção sexual dura mais. Não estou dizendo que seria melhor ou pior, estou dizendo que dura mais”, disse Coelho. Provavelmente, o escritor buscou inspiração na ministra Marta Suplicy, aquela do “relaxa e goza”, presente ao evento na sede da Fifa.


(Foto: Michael Buholzer - Reuters)



Pane do raciocínio
Trocar o talento e o prestígio de Pelé pelas piadinhas de Paulo Coelho foi uma escandalosa falta de bom senso de Ricardo Teixeira. Reconhecido nos mais longínquos rincões do planeta, Pelé deveria ter a prerrogativa de defender o futebol brasileiro em qualquer tempo e instância, mas o genial Teixeira entende de maneira distinta. O que continua sem explicação é o fato de Paulo Coelho estar fora do Brasil há vários anos. Por que será?

Desculpa esfarrapada
Perguntado sobre a ausência de Pelé, Ricardo Teixeira saiu pela tangente. Disse o presidente da CBF que os dois jogadores que lá estavam (Dunga e Romário) representam a força máxima do futebol brasileiro. Ricardo Teixeira preferiu não contar com a presença do melhor de futebol de todos os tempos por causa dos histórico de rusgas que ambos colecionam, e para tal decisão não encontrou explicação à altura. Mas o que ainda pode e deve ser explicado é aquela mini-cervejaria contrabandeada no avião que trouxe de volta ao Brasil a seleção campeã de 1994.

Era o que faltava
Para justificar a candidatura brasileira, a CBF elencou os benefícios que a oportunidade de sediar uma Copa do Mundo traria ao País. De melhoria na política social ao incremento da segurança pública, passando pela geração permanente de empregos, esse foi o discurso mitômano de Ricardo Teixeira, que não pode garantir o que não é da alçada da CBF. Por outro lado, tais benefícios já são garantidos constitucionalmente, sendo que os brasileiros não precisam de uma Copa do Mundo a cada sessenta e quatros anos para que a Constituição Federal seja respeitada durante um mês. Nos Jogos Pan-Americanos, as promessas foram idênticas. E quem vai ao Rio de Janeiro logo percebe a extensão do cumprimento das promessas

fonte - ucho.info

2 comentários:

carrasco disse...

brigadão mary, como eu disse pro amigo luisinho. ainda não tive tempo de mecher direito nessa bagaça,mas, breve muito breve estaremos fazendo uma parceria manera abraço.

Enio Luiz Vedovello disse...

É bom ler em outros blogs que eu não sou o único a achar ridícula essa copa no Brasil.
Agora, será que uma campanha por uma torcida para a final França x Argentina no Maracanã é querer demais?